Ao passar pelos portões de Al-Murad, a caravana, enfim, encontra seu propósito. O líder da caravana cumpre o contrato com sua escolta, composta pelas conjuradoras de aparência humana Malika e Kadhija, o habilidoso Kah-Reem, elfo da floresta, Dandelion, o tabaxi poeta do povo, reverenciado como uma dádiva dos deuses, que representa o favor divino em tempos tão difíceis, e a malfadada herança dos djinn, o paladino Al-Azel.
Os aventureiros se dirigem ao grande bazar de Al-Murad. Ao se aproximarem do tumulto daquele imenso mercado a céu aberto, o barulho do leilão de escravos anões chama a atenção de Malika e Kadhija, que partem em direção ao “palco” da escravização. Elas são acompanhadas por Dandelion, que interrompe o leilão com uma apresentação digna de grandes arautos. O bardo faz um lance ousado, compra um lote de anões e, por um lado, atrai o amor do povo no entorno do local; por outro lado, recebe o ódio dos escravistas elfos, dentre os quais o mais rico deles: Hamal.
As irmãs tiefling, disfarçadas magicamente de humanas, analisam a situação dos anões que estão à venda como escravos e deliberam sobre que atitude tomarão diante de tamanha injustiça. Resignadas com o baixo valor das vidas anãs, partem para a Quadra dos Alquimistas em busca de recursos que as auxiliem no caminho que pretendem tomar dali em diante. Mal sabem elas que os anéis que agora possuem, dando-lhes aparente saciedade, está consumindo a sua saúde. E elas precisarão cumprir rapidamente o propósito oculto dos presentes de Al-Rashid. Além disso, uma pergunta não sai de suas mentes: onde estão os tieflings escravizados? Até o momento, nenhum tiefling (escravo ou livre) foi visto na cidade. Isso não parece um bom sinal.
Dandelion, a convite do abastado Hamal, um elfo do deserto bastante influente, parte para um jantar suntuoso que lhe fora oferecido para selar a sociedade com a compra de um lote de 20 escravos anões com homens, mulheres e crianças desnutridas e imundas, que mais pareciam animais, dada a condição em que se encontram.
Al-Azel, para cumprir com o propósito de sua jornada em Zakhara, segue diretamente para as Tendas de Adoração, em busca do Tabernáculo de Haku. Ao chegar no local, ele observa que no grande carrossel de tendas religiosas, as flâmulas que identificam as diversas deidades não tremulam em suas hastes, no entanto, a flâmula azul de Haku, se movimenta com o vento ocidental mudando para oriental ante a sua chegada. Neste ponto, um pequenino homem se apresenta com vestes teatrais, caracterizando-o como um arauto, e saúda o paladino viajante, conduzindo-o até a câmara principal dentro daquela tenda. A sacerdotisa líder daquele local de adoração realiza um ritual de invocação e convoca o djinn Riah Sharqia (vento do oriente), intercessor dos clérigos de Haku. O djinn determina que a clériga remova a maldição do filho de Barahdur e diz a ela que tome cuidado com o desastrado demdji, pois ele e seus companheiros de caravana mataram um djinn do vento protetor designado pelos clérigos azuis para proteger o túmulo do falso rei daqueles que procuram saqueá-lo ou mesmo libertar os espíritos antigos que ali estão aprisionados.
Removidas as luvas amaldiçoadas, Al-Azel parte para a rua principal do grande bazar, rumo a última casa na direção do alvorecer, objetivando encontrar a jovem Fatimah, a quem salvara mais cedo naquele dia.
Kah-Reem vasculha o grande bazar em busca de informações que possam revelar o que está acontecendo naquela cidade. Ao mesmo tempo, ele pretende se tornar o mais letal possível, quando em combate, e, para isso, busca comprar venenos que possa aplicar em suas lâminas. Ele não percebe, apesar de seu grande poder de observação, que as irmãs tieflings estão bem próximas dele, com um propósito semelhante ao dele. Em conversas despretensiosas, Kah-Reem ouve alguns contos folclóricos sobre uma joia muito bonita e singular, com inscrições que se assemelham a lufadas de vento dispostas em quatro direções: Norte, Sul, Leste e Oeste. Os moradores locais afirmam ser o Selo dos 4 ventos, artefato que estaria provocando a maldição que se abateu sobre a área ocupada pelos escravos domésticos ao Norte. Essa joia parece familiar. Talvez se trate da Joia Perdida dos Elfos da Floresta, que há muito tempo parece ter feito parte do tesouro dos Elfos da Floresta, recentemente saqueado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário