sexta-feira, 4 de agosto de 2023

ENFRENTANDO O GÊNIO - crônica de DANDELION FAHMUD





Pelo deserto viajei no lombo de um camelo, preparei música boa, dei uma escovada no pelo, com meu alaúde do lado que está sempre afinado para o público entreter, só que eu não imaginava que ao longo da jornada algo assim iria acontecer, Um homem de vestes longas e barba protuberante de longe logo acenou, bem perto havia um paladino que vendo aquele Velhinho soltou um berro e falou, o som veio no meu ouvido e foi uma coisa bem louca, o líder da caravana logo lhe disse, "homem cale sua boca" na hora fiquei sem graça e enorme era a desgraça que estava pra começar, ao longo dessa estrada o destino da caravana iria se modificar, o velho veio de mansinho como quem não queria nada, só que por ali já tinha uma tramóia preparada, Al'Hashid era o seu nome e foi como se apresentou, também lhe disse o meu nome o velho sorriu e gostou, e então nós conversamos, e ele tinha muita noção, lhe disse que confusão era minha motivação, ele logo confirmou, que iria se iniciar e aquilo que eu buscava estava prestes a rolar, a noite ficou animada teve comida adoidada, bebida e apresentação, em volta de uma fogueira foi aquela agitação, bem perto daquele fogo duas figuras avistei, jovens e belas, duas donzelas chamavam a atenção de quem passava foi se estendendo a noitada, e eu então continuei, a Maga era perspicaz sacou uma caneca e bebeu até demais, puxando a clériga pelo braço foi aquele estardalhaço, mais lado eu observava a figura de um ladino, um cara de aspecto calmo e também muito distinto, bebia de leve uma bicada de forma bem moderada para não se embriagar, quando olhei chega sorri porque nem a caneca ele sabia segurar, bem perto desse ladinho se encontrava o paladino que pois-se a dialogar, "tenho um camelo bonito pra gente negociar", era um artefato mágico e ele largou no chão, se tratava de uma pedrinha que quando beliscou o chão, tomou a forma de um camelo grande e sem coloração, o bicho era grande e chamou muita atenção, os olhos do ladino começaram esbugalhar, fez uma pergunta por cima da outra e foram negociar , então disse o paladino "sua luva é brilhante, um close com ela eu quero dar" Essa parte eu não ouvi, isto apenas deduzi pelo que pude observar, um velho viu o camelo e chegou pra lhe ofertar, "eu tenho um escudo distinto, com escamas de peixe e quero fazer um rolo, quero esse camelo e umas peçinhas de ouro pro negócio a gente fechar" então o paladino se interessou mas ficou desconfiado, pediu auxílio ao seu Deus, Haku como era denominado, nesse momento passou dois moleques encapetados, um deles ouviu e sorriu daquele nome gozado, e então o mais folgado olhou pro colega do lado, Haku é o seu cool com meu dedo enfiado, pense em nós moleques ruins que tem pra esses lados, o tempo foi se passando e eu logo percebi, a bebida que ofereceram tinha um sabor meio aguado, o povo logo sentiu uma tontura e caiu já desmaiado, fiquei sem entender nada e do nada a situação, surgiu mesmo na minha frente um Gênio de porte bom, o bicho era enorme e com a voz que nem trovão, tentei convencer o mesmo mas não teve negociação, o tempo foi se fechando e uma ruma de areia surgiu, o do nada até tufão que tomou forma e surgiu, e tornou-se mais escuro quando a poeira subiu, mais escuro ficou mesmo a vista do povo que caiu, o pessoal entrou em transi e foi parar em outro canto, ninguém soube explicar mas tentamos dissipar a magia de todos os cantos, sem sucesso partimos para outra estratégia, o paladino invocado estufou o peito e foi pra cima do gênião, tomou dois catiripapo e caiu com seu "Haku" no chão, mas ele foi corajoso isso eu tive que ressaltar, a clériga por outro lado lançou sua ilusão pra enganar, projetou lá no céu a imagem de um mulherão, era uma figura formosa e ele ia notar, "uma Gênia" ele disse " criatividade da sua parte não há de faltar" e sorriu em Ton irônico, ou gênio pra debochar , lá no outro plano o povo tava pra endoidar, a Maga encontrou o velho que chegou na expedição, em nada se parecia com o velho que acenou com a mão, esse velho tava algemado nessa outra dimensão, e dizia "Me mate ou ampute minhas mãos", era uma algema mágica que prendia o velhinho, o Ladino estava por lá e deu uma boa ideia, "Faça aí dois palitinhos que liberto esse velhinho" a maga não tinha ali o que era necessário, do lado um ser de luz apareceu naquele espaço, era a clériga que possuía uma magia das boas, piscando entre um plano e o outro trouxe a consciência pro corpo da Maga que ali estava, chegou e viu aquele criatura enorme e cheia de pompa, olhou pra trás e me viu, arrumado eu estava do pelo ao sapato ,, ela então me disse " menino tu és um gato?" e então eu entendi, olhei pra ela e sorri e fiquei mais motivado, ela chegou tomando uns tapas do Gênio bem debochado, provocando a ira dela que tinha na manga algo muito preparado, da sua mão se formava uma esfera de fogo embasado, lançou a esfera pra frente e saiu torando tudo no dente, tendinhas e os camelos, ficou tudo chamuscado, quando baixou a poeira o gênio foi sem vergonha se limpou e coçou o braço, falou que o feitiço foi fraco pra causar boa impressão gênio orgulhoso esse tava doido era pra se jogar no chão, o tempo foi se passando e a batalha se desenrolando e fiquei mais a par da situação, de um lado a clériga curava quem precisava, o paladino apanhava e o ladino se esgueirava para um ataque certeiro aplicar, várias investidas foram feitas pelo ladino ardiloso, e minha busca então começou, pela tumba do velho , cavei um buraco e tentei encontrar uma solução, tirei areia bem fundo com as quatro patas no chão, e aquilo era muito fácil, embaixo do meu nariz, havia uma espécie de palácio, de nada adiantou, meu Deus Gato o que eu faço? Indaguei-me mesmo assim, fiz ali o meu achado, tratava-se de uma construção que a areia havia soterrado, procurei e não encontrei pois estava no canto errado. Lá de baixo eu ouvi um gritos e uns brados, uma saraivada de flechas no Gênio seriam lançados, guerreiros bem poderosos ali haviam chegado, o gênio não aguentou e logo sucumbiu, quem são esses que chegaram, foi a pergunta que surgiu, uma pergunta que vem acompanhada de um pouco de ansiedade, quais mistérios nos aguardam pela Alvorada Al'Muhad, isso não podemos prever, torçam pra este bardo viver e mais histórias como esta escrever.

Dandelion Fahmud.





Por HACS

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